domingo, 1 de abril de 2012

Vento em popa

      A semana mais longa do mês mais longo finalmente acabou, e eu aproveito pra contar algumas coisas para vocês enquanto escuto o show do Roger Waters da janela do meu quarto!
      Essa terça eu resolvi ficar em casa para estudar e botar as matérias em dia, mas as 10h da manhã o entregador da Saraiva tocou aqui em casa e trouxe a encomenda que meu consumismo desmedido me fez comprar, os livros da coleção "Jogos Vorazes". Além de me fazerem perder o dia inteiro lendo, me fez esquecer de comprar os chocolates para o amigo secreto do dia seguinte. Sendo assim, na quarta fui em busca dos doces durante a segunda aula do dia, já que Alair from the Lake não é o melhor professor do mundo (para ser gentil). Desci no ponto antes da ponte que leva ao Shopping Eldorado e fui andando, e foi ai que levaram meu celular embora. Roubaram na cara dura e eu não tinha nem para onde fugir, ou pulava no meio dos carros ou pulava no rio. Apesar de um dia não muito feliz, terminei ele comendo chocolates de todos os sabores que ganhei mais tarde.
Pocket show com o Lou há uns 1000 anos
      O resto da semana se passou sem grandes acontecimentos, mas hoje, domingo, tivemos o segundo jogo de basquete da NDU na temporada. Ganhamos a segunda e rumo a fase do mata-mata. Logo depois voltei pra casa (almocei pela segunda vez porque a fome não era pouca) e fui ensaiar com meu companheiro de sons, o Lou. Voltei pra casa e resolvi escrever tudo isso pra mostrar que mesmo o mundo estando perdido na marginalidade e coisas assim, sempre tem algo que te mantem indo pra frente, ás vezes é meio devagar, mas sempre pra frente.
      Não deixe esse mundo podre em que vivemos apodrece-lo junto, seja um diferencial no meio da massa estragada!

Uma boa semana a todos!
Bjsss e abraços

segunda-feira, 19 de março de 2012

A day in the life

"Don't say the words, just whisper,
only for me to hear.
The time is now, don't waste it!
Soon it will disappear"

Uma poesia inacabada,
um momento de inspiração,
pensamentos de um doido,
ou apenas uma estrofe esquecida no meio de um caderno de rascunhos...

terça-feira, 6 de março de 2012

Nonsense

      A vida é cheia de coisas sem sentido, mas tem dias que você se depara com mais maluquices que o normal. Hoje por exemplo foi um dia desses. Fiz um mini tour entre a Av. Paulista e a Teodoro Sampaio e eis que algumas coisas chamaram minha atenção.
      Enquanto caminhava pela Teodoro, cruzei a Pedroso de Moraes, e percebi que havia canteiro central na rua, apesar de ela ser via de mão única. Então pra que fizeram um canteiro central? Não seria melhor fazer uma calçada maior?
      A segunda coisa que me chamou a atenção foi o fato de que boa parte dos sebos pelos quais passei expunham em suas vitrines livros novos. Se eu vou ao sebo eu estou procurando por livros velhos, mofados, e com um preço menor, certo? Não é essa a graça de comprar livros no sebo?
      A terceira coisa foi uma loja um bocado diferente. O nome da loja é "Só meias". Ai pensamos: caramba, eles devem ter todos os tipos de meias do mundo. Foi quando vislumbrei a vitrine e me deparei com cuecas e lingeries, e pouquíssimos pares de meias timidamente expostos nos cantos. Vamos mudar o nome da loja então para "Também meias", ou algo do tipo, que tal?
Não é a loja que passei mas uma filial tão coerente quanto...
      A última coisa que vou relatar é a minha visita ao Hospital das Clínicas para doar sangue. Primeiramente, tive que passar por 6 pessoas, e cada uma por sua vez me pediu o documento (Isso sem contar a tia do lanche). Não seria melhor pegar todos os dados de uma vez, colocar no sistema, disponibilizar para todos e pronto?! Mas enfim, o mais constrangedor é a parte da "entrevista". Algumas das perguntas que eu me lembro:
      - Qual seu estado civil?
      - Sua namorada doa sangue aqui? (Mesmo eu tendo acabado de dizer que sou solteiro... e onde isso muda algo para doar sangue?)
      - Relacionamento com outro homem?
      - Com quantas parceiras você se relacionou no último ano?
      - Relação com prostituta? (Eles perguntam isso independentemente da resposta anterior, mesmo que tenha sido zero)
      - Relação nos últimos meses? (Se eu já respondi que não nas últimas três perguntas, isso seria um modo indireto de descobrir se eu sou zoófilo ou algo maluco do tipo?)
      - Foi ao dentista no último mês? (Pergunta pegadinha, você pensa que eles se importam com sua saúde dental mas se responder "sim", nada de doação)
      - Esteve no norte do país no último ano? (Ele quer saber das minhas férias? Não, não estive no norte. As pessoas não podem doar sangue no norte?)
      - Usou drogas?
      - Deixe-me ver seu braço (seu cabeludo drogado mentiroso!)
      - É ai que ele para, e depois de fazer essas perguntas nem um pouco constrangedoras, aponta para um papelzinho na mesa, como se essa fosse uma pergunta terrível, impronunciável: "Você possui o risco de transmitir alguma DST?" (Fiquei com vontade de falar: moço eu não sei ler... só pra ver o que ele falava)
      Passado por essa batelada de perguntas e outras mais que não me vem a mente agora, passei para a fase seguinte, onde uma moça virou pra mim e disse:
      - Pode votar ali na urna, por favor? (Votar? Mas já? As eleições não são só em outubro? Nem tenho um candidato ainda...)
      Fui até a urna onde me deparei mais uma vez com a pergunta impronunciável: "Você possui o risco de transmitir alguma DST?" . Fiquei imaginando o que acontece quando alguém vota "Sim". Será que toca uma sirene e os seguranças aparecem pra te tirar do lugar e te jogar na ala dos profanadores ou algo do tipo?
      Finalmente, depois de mostrar meu documento mais uma vez consegui enfim doar.
      Moral da história: a vida não faz sentido, e todos são loucos. Sem mais

Bjss e abraços a todos =]
     

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Watching is learning

      E lá se foi o carnaval e com ele as minhas férias, restam apenas os poucos dias até a semana que vem começar, mas quem se importa?! Que venham as matérias infinitas de computação pois as álgebras e cálculos são coisa do passado! Em todo esse período de tempo sem postar viajei (muito) mais do que esperava, visitei diversos lugares com diversas pessoas, e aprendi um bocado com todas.
      Não sei se é alguma mania, ou complexo meu, mas sempre acabo achando que aprendi mais nas férias do que durante as aulas... Ou talvez seja a escassez de bons professores ou de estímulo de estudos... Enfim, acho que o ponto é: não importa o tamanho do livro, ele nunca poderá te ensinar mais que uma pessoa!
      Nem sempre o aprendizado vem diretamente, muitas vezes ele parte mais da capacidade de observação. Sendo assim, se deve-se aprender com os próprios erros, deve-se aprender em dobro ou triplo vendo o erro dos outros, pois assim evolui-se e aprende-se de um modo muito mais eficiente e saudável. Não que ver os outros errarem seja saudável, mas levando em consideração que todos erram, não há porque não compartilhar a parte positiva de enganar-se.
      Enfim, quando parecer que não há nada a ser feito, simplesmente pare e observe. Você estará aprendendo de uma maneira fácil, eficaz e até divertida, pois, na minha opinião, não há nada mais interessante que o comportamento humano.

Bjsss e abraços e bom início de aulas a todos que voltam ou já voltaram a estudar!