domingo, 4 de dezembro de 2011

Rising back from the ashes


               Olá! Tem alguém ainda vivo por ai? Alguém ainda vai ler o que escrevo aqui? Sei que deixei as traças tomarem conta, mas agora chegaram as tão esperadas férias de fim de ano, e isso significa: enfim tempo livre!
                Passei esse tempo todo fora por motivos acadêmicos (e outros nem tão acadêmicos assim). No início do semestre andei um tanto quanto descuidado em relação à faculdade, o que me rendeu uma cachoeira de notas vermelhas, ou, na melhor das hipóteses, um 5 bola. Para compensar, estudei feito um camelo nesse último mês! Incrivelmente, parece-me que tudo vai dar certo afinal. Descobrirei ao certo na próxima segunda-feira.
                Deixando esse assunto de lado, também não posso dizer que não me diverti nesse meio tempo. O BIFE foi memorável, apesar de todas as intempéries. Passar um tempo com os amigos é sempre algo que faz bem!
                Outra coisa que passou batida foi o aniversário de 1 ano do blog! Uhul! Com mais de 2700 visualizações o blog superou minhas expectativas de público! Parabéns para o “The Final Experiment”.  

                Deixando de enrolação, o assunto principal desse tópico é: vou sugerir algumas coisas para você que está (ou eventualmente ficará) entediado essas férias:

1-      Alguns álbuns interessantes que saíram ultimamente para você ouvir em casa, enquanto viaja, ou seja lá quando for:

- Van Canto – Break the Silence (Uma banda que possui a bateria como seu único instrumento real, todo o resto é feito através do vocal.)

- Edguy – Age of the Joker (Uma preferência minha com relação às atuais bandas de Heavy Metal. Eles devem vir para o Brasil ano que vem com a turnê deste CD.)

- The Baseballs – String n Stripes (Banda que faz versões rockabilly de canções famosas do pop, este é o segundo trabalho deles, o primeiro também é sensacional!)

- Nightwish – Imaginaerum (O segundo trabalho com a vocalista Annette, bem superior ao primeiro.)

- Rhapsody (of Fire) – From Chaos to Eternity (O último trabalho da banda com o guitarrista Luca Turilli, e também o último da saga que foi contada através de todos os seus trabalhos.)

2-      Sites:

- Blog: The Final Experiment - Pretendo e prometo escrever mais capítulos da história de Evey, andei um pouco com raiva dela ultimamente, mas não irei desprezá-la mais. Além disso, as postagens serão mais frequentes independente do tema.

- Blog: Mulheres na Computação : http://mulheresnacomputacao.wordpress.com – O blog de uma grande amiga com dicas de informática e mais alguns outros assuntos interessantes ( e um bocado mais profundos do que meus posts que variam de acordo com meu humor!)

- Blog: Munduko : http://munduko.wordpress.com - Para você que possui o lado “humanas” mais aflorado, possui desde dicas sobre cabelos até um tópico periódico de domingo com imagens interessantes! Vale a pena dar uma passada por lá!

- Canal: DanLuxord: http://www.youtube.com/user/DanLuxord - Versões em piano de diversas canções. Esperamos que hajam mais postagens durante as férias!

3-      Promoção da vivenda do camarão: Ir ao Hopi Hari tem se tornado algo bastante caro nos últimos anos, com essa promoção, porém, seu ingresso sai por R$20,00. Basta pedir um dos pratos com um copo de Pepsi. Na prática nem precisa de tudo isso, basta comprar qualquer coisa e pedir seu ingresso, vale a pena!

Por hora é isso que tenho para lhes contar. Desculpem se me estendi excessivamente.  Até breve! o/ Beijos && Abraços!

domingo, 9 de outubro de 2011

Batidas, de onde vêm?

Alguém bate na porta, quem será?
Seu pior pesadelo, não, talvez quem você esperava.
Mas ele disse que não voltaria.
Logo não pode ser.

Alguém continua a bater na porta.
Por que não atender?
Porque é apenas um fantasma.
Um fantasma querido, mas real.

Mais batidas.
Ainda acredito que seja mentira.
O mundo não é cor-de-rosa meu caro.
Além disso, nem me dei ao trabalho de ver quem é.

As batidas estão mais intensas.
Vou tomar coragem.
Verei quem é, sem conclusões precipitadas.

Não era ninguém.
Minha mente me enganando mais uma vez.
Voltaram as batidas.

Só pode ser maluquice.
Nada mudou desde antes.

E essa batida?
Que batida?

Não era a porta.
Vem aqui de dentro.

Não tem ninguém aqui.
Justamente, mais silêncio.

Se há apenas silêncio, o que...
Algo batendo de dentro.

Compreendo agora.

Não disse que era ele?

Muito bem observado.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Rock in Zephyr

MEU DEUS! O QUE FOI ISSO??? ESSE FIM DE SEMANA FOI REAL??? Ta aí mais um dos momentos que colocarei na lista dos duvidosos, junto com mais alguns que ainda não sei se realmente presenciei ou se estava sonhando.
Bom, pra quem não sabe do que estou falando, me refiro ao Rock in Rio 2011. Mais especificamente os dias 24/09 e 25/09. Sabe o que eu vi por lá? Nada mais nada menos que:
- Stone Sour
- Capital Inicial
- Snow Patrol
- Red Hot Chili Peppers
- Angra + Tarja Turunen
- Coheed and Cambria
- Motörhead
- Slipknot
- Metallica

            Em meio a vários momentos épicos, destaco a apresentação do Slipknot, que apesar de fazer um som que não costumo ouvir, teve uma presença de palco monstruosa (em todos os sentidos). Integrantes se jogando na platéia, rodinhas do tamanho do mundo, a bateria virando, entre outros, fizeram do show um espetáculo a parte. Já o Angra fez o de sempre, ou seja, sensacionais. Acontece que dessa vez a Tarja estava lá para cantar apenas 3 canções, 3 canções, porém, que fizeram o show valer muito. Quanto ao Red Hot, destaque especial para o Flea, que além de ser pirado, é um dos melhores baixistas do mundo. Já o Metallica fechou o fim de semana com chave de ouro, com uma apresentação impecável.
            Após sobreviver a todos esses momentos, com os tornozelos inchados de tanto ficar em pé e mais algumas outras seqüelas, deixo aqui um vídeo de Zephyr Song, cantada por mim, para aqueles que sentiram falta dela no show de sábado.



Beijos e abraços a todos, e em 2013 estaremos no Rock in Rio mais uma vez =]

ps: Sim, eu apareci no telão!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Faísca

Seguindo minha completa falta de assunto e minha súbita inspiração, vai a segunda parte da "not so" short story. Talvez ainda existam alguns erros de português pois não revisei incessantemente. Me avisem se encontrarem, e eu vou arrumando.
Comentários são sempre bem vindos.
Beijos e  abraços a todos =]


Era uma terça feira como outra qualquer. Garoa fina, pessoas correndo para ir trabalhar, motos buzinando e passando entre os carros por lugares inimagináveis, nada que não fizesse parte da rotina de Evey. Sete e quinze da manhã, daria tempo mais que suficiente para chegar até a escola que ficava a cinco quadras de seu apartamento. O semáforo para atravessar a rua fechou-se e foi nesse pequeno instante que uma fagulha fez acender e explodir todo TNT acumulado há anos na frágil família Kaneburn. “Quem será que está me ligando essa hora da manhã?”.
- Alô?!
- Evey?!
- Oi mãe, o que foi? Tá tudo bem?
- Você já está na escola?
- Não, acabei de sair de casa! – “Ela me viu saindo!”
- Volte agora!
- Por quê?
- Volte agora, conversamos aqui! – e a ligação foi finalizada.
            Em choque Evey chegou depois de dois minutos e meio na porta de seu apartamento no terceiro andar. “Alguma coisa muito grave aconteceu. Será que a vovó morreu? Ou o Pedro escorregou do terraço? Que nervoso!”. Ela cruzou a porta que já estava aberta, o que não era comum, e já começou a sentir o corpo tremer só de ouvir os gritos que vinham da cozinha.
            - Eu te disse, você não me ouviu, um dia ia acontecer! – berrava a mãe de Evey, Daniela.
            - Eu sempre cumpri meus prazos, não havia motivos para... – tentava responder Peter, marido de Daniela e pai de Evey.
            - Não interessa, ainda por cima não vamos receber a multa por demissão,foi justa causa, justa causa!!!
            - Eles não tinham o direito...
            - Como não?! Justa causa! Quer que eu repita?
            Foi o suficiente para a ficha de Evey cair, e mais que isso, para que um velho “plano de fuga” fosse colocado imediatamente em prática. “Dessa vez o casamento não vai agüentar, não quero estar por aqui quando tudo desmoronar”. Correu para seu quarto mas com o cuidado de não fazer barulho e chamar atenção para sua chegada. Abriu o guarda-roupas e foi pegando tudo que considerava essencial. Como foi dito antes, essa não foi a primeira vez que o plano de fugir de casa passou pela cabeça de Evey. Esse, porém, nunca havia sido um dos motivos para tanto. O motivo porém não era importante para uma fuga previamente calculada, tudo já estava planejado e encaminhado, ao menos em sua cabeça.
            O celular vibrou novamente, era Daniela:
            - Cadê você?
            - Já estou chegando mãe. Parei na... banca, para comprar umas revistas – mentiu Evey “Eu comprando revistas a essa hora da manhã? Ela não deve ter engolido essa.”
            - Venha já para casa!
            - Está bem, já... – E a ligação foi cortada.
            “Tenho que me apressar.”
            Abriu a gaveta de sua escrivaninha e pegou o primeiro papel suficientemente grande que encontrou e começou a escrever uma carta com um lápis que estava por perto.
“Mãe e Pai,

Nunca pensei que esse dia chegaria, ou talvez, nunca pensei que chegaria por esse motivo, mas sinto que não posso mais esperar. Tenho observado o relacionamento e percebi que ele estava à beira de ruir. Tentei dar inúmeras indiretas, mas vocês nunca prestaram atenção.
Não tenho muito tempo então serei breve e, por favor, repassem as mensagens que escreverei aqui ao seus devidos destinatários.
Nem sempre fazemos as escolhas certas na vida. Porem nunca é tarde para voltar atrás e fazer o certo. Esse casamento esta uma bagunça de uns anos para cá, e sei que não só eu percebi isso, mas todos a nossa volta, inclusive o Pedro. Aliás, eu e ele temos sido os maiores prejudicados com tudo isso. Espero que repensem se vale a pena brigar todos os dias só para manter a imagem de casal exemplar, e além disso, pensem em como o Pedro se sente sobre isso, pois fica difícil ignorar as brigas que acordam o prédio inteiro em plena madrugada.
Finalmente, obrigada por me criarem como sou, amo vocês apesar de tudo e serei sempre grata por tudo que já fizeram por mim, mas infelizmente não há mais nada que possa ser feito. Espero que entendam como me sinto.

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Ao Pedro:

Seja forte Pedrinho. Voltaremos a nos ver um dia, isso eu prometo a você. Continue obedecendo o papai e a mamãe, eles sabem o que é melhor para você por enquanto. Não importa o que aconteça siga sempre seus sonhos, e guarde sempre uma boa lembrança da sua irmã, que te ama muito.


            Ao Rodrigo, Ana e Bia:

            Obrigada por fazerem meus últimos 3 anos não tão monótonos e insuportáveis, e por proporcionarem minhas melhores risadas. Prometo entrar em contato com vocês em breve, se prometerem nunca dizerem onde estou sem minha permissão. Não deixem de checar suas caixas de e-mail.


                                                                         Adeus, Evey Rios Kaneburn”


            E foi a partir desse ponto que a vida de uma jovem aparentemente comum tomou um rumo no mínimo diferente do usual.
            Depois de pegar o cartão do pai que estava na carteira, na mesa, na entrada do apartamento, Evey saiu com sua mala a tiracolo “para não voltar mais”. Desceu as escadas já planejando os próximos passos. Por hora, o primeiro destino era a escola.